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segunda-feira, 20 de junho de 2011

Entediado? Talvez essa seja uma coisa boa


                                            
Para que serve o tédio? Nada, é claro. Se você acha que esse sentimento é o pior do mundo, há quem discorde. Peter Toohey, autor do novo livro “O Tédio: Uma História Animada” (tradução livre para “Boredom: A Lively History”), argumenta que pode haver alguns benefícios surpreendentes em experimentar o tédio. Se você não consegue imaginar quais, leia essa entrevista:
O que poderia ser um benefício do tédio?
Peter Toohey: O tédio é primo da repulsa. Quando as pessoas estão entediadas, elas ficam meio desgostosas, dizem que “não aguentam mais” ou que “estão cheias”. Então, o que o tédio é projetado para fazer é protegê-lo contra determinadas situações que possam ser prejudiciais. Ele faz você mudar sua situação. É um aviso para agir. Uma das vantagens mais evidentes é que muitos ligam o tédio à criatividade. Você tem que chegar a miséria absoluta para algo sair de seu cérebro. Um monte de gente fala sobre o valor do devaneio, do sonhar acordado; isso pode ser o produto de situações entediantes ou meio chatas, e suas melhores ideias podem surgir daí.
Qual a sua definição de tédio?
PT: Eu acho que é o que eu sugeri: uma sensação leve de desgosto. As pessoas ficam desgostosas com o tédio. Ele é causado por circunstâncias temporariamente inevitáveis ou previsíveis. Se imagine preso em uma sala de aula ouvindo uma longa palestra. Mas é temporário, e isso não vai lhe causar um grande dano. O oposto do tédio é estar completamente envolvido em uma atividade que lhe absorve.
Algumas pessoas pensam que o tédio é um problema moderno. Isso é verdade?
PT: Eu não penso assim. Se o tédio é uma emoção, então ele está lá por um bom propósito evolutivo. Todos nós vamos senti-lo, alguns menos do que outros. Ele é um produto do esclarecimento, e aparece nessa palavra pela primeira vez no século 17. Não se falava muito sobre isso na Grécia ou em Roma, mas há exemplos. Há uma inscrição em uma cidade italiana onde a população local agradece a uma personalidade por salvá-la do tédio eterno, em latim. Isso no século 2.
Será que algumas pessoas são mais propensas ao tédio?
PT: Dizem que sim. Isso está ligado ao nível de dopamina, um neurotransmissor (ligado tanto ao tédio quanto a excitação). Quando a dopamina é baixa em uma pessoa, um de seus sintomas é o tédio. Além disso, há um teste chamado “teste de propensão ao tédio”, usado por psicólogos o tempo todo, no qual as pessoas que têm baixa pontuação têm baixos níveis de dopamina.
Existem dicas para superar o tédio?
PT: Não. Há a dica “mantenha-se ocupado”. Isso é bom, mas se você estiver realmente entediado, você não consegue se manter ocupado. Há uma relação estabelecida entre a monotonia e a plasticidade do cérebro: a monotonia é ruim para a neuroplasticidade. Mas como você incentiva a plasticidade do cérebro? Parece que a melhor maneira de fazer isso é o exercício aeróbico. Talvez uma quantidade justa de exercício na vida de uma pessoa pode torná-la um pouco a prova de tédio. É triste, né?[MSN]
                                              
                            

Cientistas encontram associação entre mal de Parkinson e câncer de pele

                                        
                  
   Uma nova pesquisa médica concluiu que pessoas que sofrem com mal de Parkinson são duas vezes mais propensas a desenvolver melanoma, o mais mortal dos cânceres de pele, do que quem não possui a desordem neurológica.
Por isso Honglei Chen, principal autor do estudo, dá a dica: “É prudente que pacientes de Parkinson sejam mais cautelosos quanto aos cuidados com a pele”. Os pesquisadores dizem que a causa dessa ligação ainda é desconhecida.
Segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer americano, a cada ano cerca de 68 mil pessoas são diagnosticados com melanoma nos Estados Unidos – o que representa cerca de uma em cada 5 mil. Dessas 68 mil, 8.700 delas morrem. E cerca de 60 mil pessoas são diagnosticadas a cada ano com mal de Parkinson.
Chen e seus colegas reuniram os resultados de 12 estudos anteriores, observando a associação entre as duas condições. Onze dessas pesquisas encontraram um risco aumentado de melanoma nos pacientes de Parkinson.
O risco aumentado variou em aproximadamente 20% até um estudo que encontrou chances 20 vezes maiores de melanoma entre aqueles que têm, tiveram ou terão Parkinson.
Quando os dados dos 12 estudos foram analisados ​​em conjunto, a chance dos pacientes de Parkinson de obterem um diagnóstico de melanoma foi duas vezes maior do que pessoas sem Parkinson.
De acordo com John Bertoni, professor de neurologia, é difícil determinar se existe um padrão de causa e consequência entre as doenças porque ambas podem demorar anos para se desenvolver.
“O próximo passo é descobrir por que isso acontece e o que podemos fazer para mudar essa situação”, diz Bertoni. Chen afirma que seu grupo de pesquisa continua trabalhando no assunto. Eles agora procuram potenciais ligações genéticas que podem estar por trás tanto do melanoma quanto do mal de Parkinson. “Mas por ora ainda não há dados conclusivos”, acrescenta.[Reuters]

domingo, 12 de junho de 2011

O que é a nicotina que colocam no cigarro?

o cigarro é na verdade um preparado com um vegetal chamado tacabo de nome científico Nicotiana tabacum que já vem sendo usado a mais de 6 mil anos a.C. Desde de estes tempos, já havia este preconceito com as propriedades deste vegetal. Isso por que, fumar ou mastigar (algumas pessoas mastigam) tabaco ao mesmo tempo que transmite uma boa sensação também pode resultar em doenças.
Existem milhares de substâncias tóxicas na planta do tabaco (e na fabricação do cigarro ainda são adicionados muitos outros), mas o mais expressivo é a nicotina. É ela que produz todas as sensações “boas” que levam as pessoas a fumar mais um cigarro ou mastigar um pouco de tabaco. Nicotina é um alcalóide líquido que ocorre espontaneamente na natureza, cuja fórmula química é C10H14N2. Alcalóides, para quem não sabe, são compostos orgânicos formados por carbono, hidrogênio, nitrogênio e, algumas vezes, oxigênio. Esses compostos são poderosos sobre o nosso corpo. Um bom exemplo de alcalóide é a cafeína presente no café.
Da massa total do tabaco, pelo menos 5% é composto por nicotina, um número bastante expressivo! O cigarro industrial, dependendo da marca, pode conter de 8 a 20 mg de nicotina, mas nosso corpo absorve somente cerca de 1 mg quando fumamos um cigarro. O poder da nicotina não é pouco,  é uma droga psicoativa, ou seja, causa dependência, pois altera o funcionamento do nosso cérebro e de todo corpo podendo tanto estimular quanto relaxar um fumante, dependendo de quanto e com que freqüência ele fuma. Inicialmente, a nicotina causa uma rápida liberação de adrenalina causando o aumento da frequencia cardíaca e pressão arterial e respiração rápida. A nicotina também pode bloquear a liberação de insulina, deixando as pessoas com o nível de glicose alto. Não existem vantagens em usar tabaco, pare de fumar agora!
“Menos alcatrão, menos nicotina” Não caia nessa propaganda, o alcatrão é altamente cancerígeno, dando início à formação de tumores!
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Fonte: Diário de Biologia

Por que sentimos cãibras?

A cãibra (ou cãimbra) nada mais é do que uma contração involuntária do músculo esquelético, por isso causa aquela dor quase insuportável. Sabemos que uma das formas de adquirir energia para sobrevivermos é a partir do processo de respiração celular que utiliza oxigênio e glicose para tal. A molécula de glicose é “quebrada” pelo oxigênio, capturando sua energia.
Assim, uma das principais causas da cãibra é o acúmulo de ácido lático no tecido muscular. Essa, é aquela cãibra mais comum, que acontece durante os exercícios físicos, muito frequente quando estamos nadando. Essa dor quase insuportável acontece quando o oxigênio que chega ao músculo não é suficiente para a obtenção de toda a energia necessária. Para compensar essa falta, as células musculares realizam fermentação láctica e acumula ácido láctico no tecido muscular. Isso produz dor e fadiga.
Alguns especialistas sugerem que esta contração dos músculos ocorre pela desidratação, quando a pessoa faz muita atividade física sem repor principalmente água e minerais, pois as cãibras também estão relacionadas com a diminuição do nível de alguns minerais como cálcio, potássio e magnésio em nosso organismo. Muitas pessoas falam sobre a falta de potássio como causa de câimbras. Na verdade, baixos níveis sanguíneos de potássio pode até causar contrações involuntárias, mas seu principal sintoma é fraqueza ou paralisia muscular. O cálcio e o magnésio ainda parecem ser as causas mais importantes e comuns de câimbras.
Aquelas que ocorrem à noite (cãibra noturna idiopática) ocorrem geralmente em pessoas com histórico de sedentarismo, depois de um dia de grande atividade física (que é uma novidade para o organismo) ou na presença de doenças crônicas que diminuem nosso estoque de minerais. Nesses casos, o ideal é fazer um leve alongamento antes de dormir.
As causas das cãibras são muito variadas!
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Fonte: Diário de Biologia

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Diga-me como chamas e eu te direi quem és

                   

  Você gosta do seu nome? Sempre ouve que você tem cara de “outro nome”? Gostaria de ser chamado por um nome diferente? Mas, afinal, nosso nome faz alguma diferença?
De acordo com o pesquisador John Waggoner da Universidade da Pennsylvania, sim. Nosso nome afeta o julgamento das outras pessoas em relação a nós. Para ele, nosso nome influencia desde o tipo de trabalho que vamos fazer até o tipo de caridade que mais somos propensos a realizar.
Estudos anteriores mostraram que o nível socioeconômico e o grau de escolaridade dos pais influenciam a escolha do nome. Então, Waggoner e seus colegas decidiram verificar se isso mudaria o que as pessoas esperam umas das outras.
Para isso, eles pediram a 89 estudantes universitários que classificassem a performance acadêmica de pessoas baseando-se apenas no nome. A escala variava de 1 (poucas chances de sucesso) a 10 (muito sucesso). Por coincidência os nomes recorrentes em pessoas de níveis sociais mais altos ganharam notas melhores.
Os nomes (tipicamente americanos) que receberam piores notas foram: Travis (média de 5,55) e Amber (5,74). Os felizardos foram Katherine (com média de 7,42) e Samuel (7,20). Esses dois pontos de separação representam uma diferença de 20% nas chances de sucesso acadêmico.
De acordo com Waggoner, contudo, houve algumas discrepâncias. Houve pouca diferença entre os nomes Robert e Benjamin, por exemplo, e Robert é um nome geralmente associado a níveis socioeconômicos inferiores e Benjamin, o contrário.[LiveScience]

                                             

Mãe assassina: síndrome de Münchausen

Você se assustaria se soubesse que existem mães que, movidas por um distúrbio emocional, produzem, simulam, inventam sintomas de doenças em seus filhos? Pois existe uma “anomalia” conhecida como “síndrome de Münchausen”, na qual de forma compulsiva, deliberada e contínua, uma pessoa provoca ou simula sintomas de doenças. A razão para isso é apenas a de obter cuidados médicos e de enfermagem.
Fonte de inspiração para um programa da Discovery, na síndrome de Münchausen, a mãe de forma intencional, provoca sintomas em seu filho, para que ele seja considerado doente, usando medicamentos, ervas, asfixia e até comida estragada, colocando a vítima geralmente em situação de risco. Em casos mais graves em que a mãe não recebe tratamento médico, a situação pode alcançar a extrema condição, ou seja, a morte do filho.
É um comportamento considerado compulsivo. A pessoa é incapaz de se livrar desse comportamento mesmo quando sabe que trata-se de um problema de risco. Apesar de compulsivos os atos são voluntários, conscientes, intencionais e premeditados. A doença é considerada uma grave perturbação da personalidade, de tratamento difícil e prognóstico reservado. Estes atos são descritos nos tratados de psiquiatria como distúrbios factícios.
Existem casos na qual a própria pessoa simula doença em si (by self) e quando a pessoa, geralmente uma mãe, simula doença em alguém que ela cuida (by prox). Essa doença não deve ser confundida com Hipocondria, na quala pessoa exagera em pequenos sintomas reais. Nos últimos tempos, tem sido relatados, casos da síndrome de Munchausen virtual, na qual o doente simula em fóruns na internet sintomas de doenças para chamar a atenção dos internautas!
Um caso de síndrome de Münchausen, descrito em um artigo científico!
Na síndrome de Münchausen, as mães simulam, provocam ou inventam sintomas de doenças graves nos filhos!
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Encontrei aqui:diariodebiologia

Como agem os descongestionantes nasais e por que eles viciam?


 Para explicar a ação do descongestionante, precisamos saber porque o nariz entope. Ao contrário do que as pessoas pensam, não é o catarro acumulado que entope o nariz. Não adianta assoar que o entupimento continuará. Estar resfriado, gripado ou em crise alérgica causa dilatação dos vasos sanguíneos, ou seja, aumenta a quantidade do sangue que irriga o nariz. Aí, os cornetos, que são projeções de osso e mucosa (órgãos esponjosos) que ficam dentro das narinas, incham causando uma obstrução da passagem de ar. O inchamento é uma forma de defesa para tentar matar os germes que estão causando a doença. Na rinite alérgica, há esse mesmo processo, só que, nesse caso, o organismo reage a coisas como o pólen e a poeira.
Os descongestionantes nasais possuem em sua fórmula, componentes capazes de contrair os vasos sanguíneos e isso diminuem o inchaço. O descongestionante tópico tem ação simula o efeito da adrenalina no corpo, desobstruindo as vias orais e dando uma sensação de bem-estar instantânea. A adrenalina é aquele hormônio que quando derramado na corrente sanguínea aumenta a frequência e o volume de sangue por batimento cardíaco, eleva o nível de açúcar no sangue e diminui o fluxo sanguíneo nos vasos direcionando-os para a musculatura voluntária.
Em condições normais, o nariz é irrigado por uma secreção que segura a sujeira do ar que entra. Depois, pêlos minúsculos os cílios empurram o muco garganta abaixo, rumo ao estômago, no qual é absorvido. Ele faz a secreção ficar dura, o lixo aéreo não é tragado, podendo ir parar no aparelho respiratório, onde causa doenças.
Segundo os especialistas, os descongestionantes não devem ser usados por mais de três dias seguidos. Com o passar do tempo, a mucosa nasal passa a absorver pequenas quantidades da substância vasoconstritora e isso vai parar na corrente sanguínea, causando complicações cardíacas. Outra razão para evitar o uso indevido é que ao repetir esse mecanismo diversas vezes, a musculatura começa a não funcionar mais como deveria e o usuário precisa usar cada vez mais gotinhas para manter o conforto nasal.
Os descongestionantes agem diretamente na dilatação dos vasos sanguíneos, causando alívio no entupimento!
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Encontrei aqui:diariodebiologia
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