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terça-feira, 23 de agosto de 2011

10 Inacreditáveis casos de pacientes em coma


O estado de coma impressiona o imaginário da nossa sociedade. A ideia de estar inconsciente, a um passo da morte, já inspirou histórias que parecem ser tiradas de um roteiro de cinema ou novela. Mas alguns desses enredos são reais. Confira:
1 – A MENINA QUE ACORDOU DO COMA CANTANDO “MAMMA MIA”
A maneira “clássica” de se acordar do coma seria abrir os olhos lentamente, sem saber onde está, e reconhecer alguém sentado na borda da cama. A pequena Layla Towsey, de apenas três anos de idade, resolveu inovar. Ao entrar em coma após uma grave meningite, seus pais foram aconselhados pelos médicos a dar nela um beijo de despedida. Cinco dias depois, no entanto, qual não foi a surpresa da mãe, Katy, ao ver sua filha cantando o sucesso do Abba! Em breve, a pequena Layla já estava respirando sozinha novamente e se recuperou.
2 – A MENINA QUE COMEÇOU A FUMAR E BEBER AO SE RECUPERAR
Quando uma pessoa sai do estado de coma, em geral, é uma época em que renova seu apreço pela vida e decide cuidar melhor de si mesma. O problema é quando não se teve muito tempo de vida antes de entrar em coma.
A pequena Ya Wen, de três anos, foi dada como morta após ser atropelada por uma van. Apenas cinco dias depois, saiu do estado de coma e iniciou a recuperação. O corpo estava de volta, mas a personalidade havia mudado.
Ya Wen começou a se vestir como adulta (na verdade, como um homem), por exemplo. Mas isso nem se compara ao fato de ser surpreendida no banheiro fumando um cigarro! Inexplicavelmente, a criança contraiu vício em cigarros e cerveja, e tudo o que o pai pôde fazer para interromper a situação foi parar de fumar ele mesmo, já que a filha roubava seus cigarros. E já chora durante a abstinência de tabaco, apesar de ainda nem ter quatro anos de idade.
3 – O MENINO QUE XINGOU A MÃE AO SAIR DO COMA
Um gravíssimo acidente de carro quase matou o rapaz Joey Hopkins, de 22 anos. Ele entrou em estado de coma e assim permaneceu por 41 dias. A mãe esperançosa, Joanne, continuava firme ao lado da cama torcendo pela sua reabilitação. De repente, emocionada, ela percebe que seu filho está movendo a boca, e se inclina para ouvir o que finalmente ele tem a dizer.
Joey, lentamente, pronuncia: “fuck off” (sim, você suspeita e nós confirmamos: é um suposto “palavrão”). Joanne não se importou, e chorou de felicidade ao ouvir a voz do filho. Ele ainda está em reabilitação e deve ficar por dois anos no hospital, mas cheio de vida e bom vocabulário.
4 – A MULHER QUE ENTROU EM COMA INDUZIDO PARA TER UM FILHO
Há casos em que os médicos optam por deixar o paciente em estado de coma, de propósito, a partir de medicamentos sedativos. Geralmente, o que vem depois do coma induzido é uma cirurgia cerebral delicada.
Para Valerie Leah, de 35 anos, o que sucedeu o coma foi uma cesariana. O drama de Valerie começou quando ela estava na última semana de gravidez e contraiu uma fortíssima gripe suína (sim, foi bem durante a famosa epidemia). Havia grande risco de morrerem ambos, mãe e bebê, e a única solução encontrada pelos médicos foi deixar Valerie em coma antes do parto.
A história, no entanto, teve final feliz. O pequeno Oliver veio à luz, pesando menos de um quilo, e foi levado imediatamente a UTI neo natal. Valerie acordou uma semana depois, se perguntando o que aconteceu com o inchaço na barriga que a acompanhara por nove meses. Pouco depois, o “inchaço” chegou aos braços da mãe, recuperado e com fome.
5 – A MULHER QUE PERDEU A MEMÓRIA APÓS O COMA
Em 2008, a britânica Liz Sykes levava uma vida normal quando começou a ter longas e dolorosas convulsões, ao final das quais ela nem sabia mais quem era. Após dias no hospital, sem um diagnóstico seguro, os médicos decidiram colocá-la em coma induzido por três semanas, na tentativa de salvar a sua vida.
Resultado: Liz sofria da gravíssima encefalite, causada por um vírus que causa danos cerebrais extensos. No caso dela, toda a sua memória simplesmente apagou, e ela teve de reaprender tudo, incluindo a andar, falar e saber o que era tudo à sua volta. Após onze meses em tratamento especial, ela teve alta, mas ainda sofre perdas ocasionais de memória.
6 – A MULHER QUE ENTRA EM COMA TODA VEZ QUE DIZ “EU TE AMO”
Se você já acha ruim entrar em coma uma vez, imagine que o coma viesse sempre que você fizesse alguma coisa. Imagine, agora, que essa “alguma coisa” é pronunciar uma frase muito comum em nossas vidas: “eu te amo”.
Essa é a raríssima condição médica de Wendy Richmond, uma britânica que entra em estado de catalepsia sempre que demonstra carinho pelos filhos. Conforme exame médico, ela sofre desse mal desde a adolescência, mas o problema só foi diagnosticado quando Wendy já passava dos 30 anos.
7 – A MENINA QUE APRENDEU ALEMÃO DURANTE O COMA
Quer um jeito fácil e barato de aprender um novo idioma? Entre em coma. Provavelmente não vai dar certo, mas funcionou com a croata Sandra Ralic, de 13 anos.
Antes de entrar em coma, a garota falava apenas o idioma croata. Depois de 24 horas, ela se recuperou e voltou à consciência, mas com uma diferença: falava alemão fluente. Houve, contudo, um efeito colateral: Ralic esqueceu sua língua nativa, o croata, e agora se comunica apenas em alemão. Enquanto tentam ensinar novamente a língua à menina, médicos quebram a cabeça para descobrir como isso foi possível.
8 – O IDOSO QUE VIROU NINFOMANÍACO APÓS O COMA
Já não surpreende quando uma pessoa retorna do coma com um vício inédito (ver item 3), mas nem sempre o vício combina com o viciado. Tudo começou quando o vovô Angelo De Luca, de 81 anos, caiu de uma ameixeira no quintal de casa e passou quatro dias em coma.
De volta ao terreno dos conscientes, o idoso viúvo adotou um novo estilo de vida. Imediatamente após reconquistar o controle sobre si, De Luca gastou 3 mil libras (quase 8 mil reais) em um bordel, e foi encontrado em plena ação com uma prostituta nova o suficiente para ser sua neta. O vovô ninfomaníaco, agora, está mantido em uma espécie de prisão domiciliar pela família, após ser considerado incapaz de administrar sua própria vida.
9 – O HOMEM QUE ACORDOU DO COMA DEPOIS DE 19 ANOS
Voltemos ao ano de 1984. Dia 13 de julho, mais precisamente uma sexta-feira 13. Em um acidente de caminhão onde o veículo caiu de um penhasco a 8 metros de altura, o jovem Terry Wallis ficou paralítico do pescoço para baixo. Aos 19 anos, ele esperava o nascimento da primeira filha quando entrou em coma sem previsão de recuperação.
A filha nasceu, cresceu, e o programa de fim de semana da família passou a ser levar o paciente em coma até a fazenda onde vivem os pais de Wallis. Toda semana, dirigiam 40 quilômetros, na esperança de fazer Wallis recobrar a consciência. Em 2005, finalmente funcionou. Após 19 anos, Wallis, então pai de uma menina de 19, acordou do coma. E o mais pitoresco da história tem relação com as datas: o acidente de Terry foi no dia 13 de julho, exatamente o dia de sua volta quase duas décadas depois.
10 – O HOMEM QUE ESCOLHEU FICAR EM COMA
Você já ouviu falar em Distropia Simpático Reflexa (RSD, na sigla em inglês)? É uma doença horrível, em que os músculos sofrem aumento de volume e doem desesperadoramente. Segundo estimativas, cerca de 200 mil pessoas no mundo sofrem com RSD, e, além do tratamento ser doloroso, a pessoa tem que ficar ali, consciente, para sentir dor.
John Roach, de 50 anos, resolveu colocar um fim a tantos anos de sofrimento, se submetendo a um tratamento à base de ketamina. Basicamente, é um fármaco que induz o estado de coma. Além de outros remédios fortíssimos, John já havia tentado cirurgia e terapias, sem resultado. O novo tratamento, aparentemente, deu certo: John não sente mais dor. Ele precisa, no entanto, continuar recebendo doses de ketamina (não tão altas a ponto de colocá-lo novamente em coma), mas recuperou o prazer de viver. Um prêmio ao homem que teve a coragem de submeter ao coma voluntariamente. [Oddee]

Amebas devoradoras de cérebro matam 95% de suas vítimas humanas


Amebas raras que atacam o cérebro estão preocupando diversos norte-americanos e autoridades de saúde depois de terem sido responsáveis por três mortes nos Estados Unidos. Nesta época do ano, verão nos EUA, há um ligeiro aumento dos casos. As amebas florescem no calor e prosperam em águas mornas, justamente onde as pessoas nadam.
Cerca de dois ou três casos de mortes por infecção são registrados todos os anos nos EUA – o maior índice foi em 1980, com oito óbitos. Na maioria das vezes, a ameba ataca crianças e adolescentes. A idade média das vítimas é de 12 anos, possivelmente porque as crianças são mais propensas a brincar e nadar na água.
A infecção da ameba é extremamente rara. Em dez anos, 32 casos foram registrados, um índice muito baixo em comparação com as 36 mil mortes por afogamento entre 1996 e 2005.
Entretanto, a infecção assusta por ser altamente letal – o índice de mortes por pessoa infectada é de mais de 95%. Depois de infectada, a morte da pessoa é uma consequência difícil de evitar.
As amebas entram no corpo das pessoas através do nariz, após mergulhos em água doce quente, como em lagoas, lagos e rios. Apesar de milhões de pessoas nadarem nas mesmas águas, apenas uma pequena fração de pessoas é contaminada pela ameba. O motivo disso ainda não é claro, mas os cientistas especulam que a falta de certos anticorpos pode ser o motivo pelo qual algumas crianças são infectadas, enquanto outros que nadam no mesmo local não.
É importante ressaltar que a ameba não é um parasita e nem busca hospedeiros humanos – o ser humano é um ponto final acidental. Quando a ameba se aloja no nariz de uma pessoa, ela começa a procurar por alimento. Ela acaba no cérebro e começa a comer os neurônios da vítima, causando uma grande quantidade de traumas e danos.
Os sintomas iniciais incluem dor de cabeça, febre, náuseas e vômitos. Mais tarde, os sintomas evoluem para confusão mental, falta de atenção às pessoas e aos ambientes, perda de equilíbrio, convulsões e alucinações.
A ameba se multiplica e o corpo monta uma defesa contra a infecção. Isto, combinado com o rápido aumento das amebas, faz com que o cérebro inche criando uma pressão imensa – até que em algum ponto pára de funcionar. A morte geralmente acontece entre três e sete dias após o início dos sintomas.
Nos hospitais, a infecção muitas vezes é confundida com a meningite bacteriana. Mas mesmo quando o diagnóstico correto é feito, a infecção é quase impossível de tratar. O tratamento primário é feito a partir da anfotericina B, um medicamento antifúngico injetado nas veias e no cérebro.
Até agora, apenas uma pessoa é conhecida por ter sobrevivido a esse tipo de infecção, em 1978. A incidência desta doença é realmente muito pequena, mas trágica. [CNN]

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Psoríase Pustulosa Generalizada

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A psoríase é uma doença inflamatória da pele, benigna, crônica, relacionada à transmissão genética e que necessita de fatores desencadeantes para o seu aparecimento ou piora (principalmente no inverno). Afeta 1 a 2% da população mundial. Acomete igualmente homens e mulheres, embora o início seja mais precoce nas mulheres. Existem dois picos de idade de prevalência: antes dos 30 e após os 50 anos. E, em 15% dos casos, surge antes dos dez anos de idade. 

Como se desenvolve?

É uma doença não contagiosa, multigênica (muitos genes envolvidos), e em parte dependente de fatores externos. Pode aparecer sob diferentes formas clínicas e diferentes graus da doença. É descrito 30% de incidência familiar.

O desencadeamento pode ocorrer em qualquer idade, motivado por influência do meio, alguns medicamentos ou estresse.

Em pessoas com história familiar, o início parece ser mais precoce.

O que se sente?

As lesões são muito típicas, com períodos de exacerbações e remissões, localizados principalmente em superfícies de extensão como joelhos e cotovelos, couro cabeludo, palmas das mãos, sola dos pés (áreas de maior traumatismo).

Os quadros de psoríase recebem sua denominação conforme sua localização e aspecto:

Psoríase Vulgar:

Placas de tamanhos variados, bem delimitadas, avermelhadas, com escamas secas e aderentes prateadas ou acinzentadas nos locais mais comuns (couro cabeludo, cotovelos, joelhos, por exemplo).

Psoríase invertida:

Lesões mais úmidas, localizadas em áreas de dobras (embaixo das mamas, área genital, entre nádegas).

Psoríase Gutata:

Lesões em forma de gotas associadas a processos infecciosos. As lesões são pequenas, localizadas no tronco e parte proximal dos braços e coxas (mais perto dos ombros e quadril), poupando mãos e pés. São numerosas e aparecem abruptamente mais em crianças e adultos jovens.

Psoríase Eritrodérmica:

Lesões generalizadas (75% ou mais da área corporal).

Psoríase Ungueal:

Pode ser comprometimento isolado na psoríase, acometendo mais unhas da mãos que dos pés. São características da doença, mas não específicas. Podem ser mais freqüentemente depressões puntiformes ou manchas amareladas cor de óleo, mas existem outras alterações menos comuns nas unhas.

Psoríase Artropática:

Por volta de 8% dos casos pode haver o comprometimento articular. Na artropatia periférica as manifestações freqüentes são: início agudo (abrupto) ou sub-abrupto, com comprometimento assimétrico de várias articulações nas pontas dos dedos das mãos e pés e, ocasionalmente, associação com alguma articulação grande como joelho ou cotovelo. Quando o quadro articular é prolongado e mais grave, aparecem deformidades nos dedos que adquirem a "forma de salsicha". Na artropatia central, a coluna lombar superior e torácica inferior são as mais acometidas.

Na artrite psoriásica juvenil (menores de 16 anos), as meninas são mais acometidas e o início do quadro de artrite pode preceder o quadro cutâneo.

Psoríase Pustulosa:

Aparecimento e lesões com pus (mas estáveis). Há uma forma localizada em mãos e pés e uma generalizada.

Psoríase Palmo-Plantar:

Pode haver envolvimento de palmas das mãos e sola dos pés em 12% dos casos. As lesões típicas podem apresentar fissuras (rachaduras), e são de difícil manejo.

Como o médico faz o diagnóstico?

O diagnóstico, em geral, é fácil, e baseia-se na história clínica e achado de lesões típicas com dados característicos na raspagem das lesões ao exame pelo médico.

Em casos mais graves ou formas não usuais pode-se lançar mão de biópsia de pele (exame de pele com diagnóstico característico ou indicativo).

Alguns exames laboratoriais podem colaborar na investigação de desencadeantes da doença (como diabete e infecção estreptocócica).

Como se trata?

É importante fornecer orientações gerais quando à doença, individualizando o tratamento conforme as características de cada paciente. Lembrar do aspecto não contagioso da doença, dos fatores desencadeantes, tais como estresse, frio, exposição excessiva ao sol, algumas doenças (diabetes não controlada, surtos infecciosos), e uso de alguns medicamentos.

Casos leves a moderados (75% a 80% dos casos) podem ser controlados com medicação de uso local na pele, devendo sempre ser indicados e controlados pelo médico.

Os casos mais severos e extensos requerem uma abordagem mais controlada e agressiva, com medicações de uso oral em esquema rotativo, visando o mínimo de efeitos colaterais de cada medicação e uma tolerabilidade maior do paciente com o esquema proposto.

A exposição moderada ao sol e a hidratação contínua da pele são importantes para a maioria dos pacientes.

Como se previne?

É muito importante esclarecer o paciente sobre a doença: sua evolução, desencadeantes, tratamentos disponíveis e envolvimento emocional. Não se tem ainda como prevenir a psoríase.

Cada vez se estuda mais a doença, já com muitos avanços no tratamento, mas ainda é um desafio manter o paciente sem lesões com segurança por muito tempo. (fonte: www.abcdasaude.com.br)

Lúpus Eritematoso: Que Doença é essa?

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As causas do Lúpus não são totalmente conhecidas, mas sabe-se que fatores ambientais e genéticos estão envolvidos. Enquanto os cientistas acreditam haver uma predisposição genética para a doença, é sabido que fatores ambientais também têm importante papel para o despertar do Lúpus. Alguns dos fatores ambientais que podem despertar a doença são: infecções, medicamentos, exposição a raios ultravioletas e o estresse. É por causa desse último fator associado à causa, o estresse, que o Lúpus pertence também ao capítulo das doenças psicossomáticas.
Há uma percepção clínica geral de que a depressão ocorre com frequência no curso do Lúpus. Se essa depressão pode ser normalmente esperada devido ao estresse e aos sacrifícios impostos pela doença ou se, ao contrário, é ela que agrava e desencadeia os sintomas e crises agudas é uma questão de difícil resposta.
As pessoas com Lúpus e deprimidas normalmente são alertadas que esse estado emocional pode ser induzido pelo próprio Lúpus, pelos medicamentos usados no tratamento e por um incontável número de fatores vivenciais com alguma relação com essa doença crônica.
Mas, a condição clínica de Depressão não deve ser confundida com as pequenas alterações diárias de humor, a que todos estamos sujeitos no enfrentamento das dificuldade cotidianas. Ao nos sentirmos felizes ou angustiados ou invejosos ou irritados, todos estamos "deprimidos" de vez em quando. Por outro lado, Transtorno Depressivo clinicamente identificado é um prolongado e desagradável estado de incapacidade com intranquilidade, ansiedade, irritabilidade, sentimentos de culpa ou remorso, baixa auto-estima, incapacidade de concentração, memória fraca, indecisão, falta de interesse nas coisas que normalmente gostava, fadiga e uma variedade de sintomas físicos tais como dores de cabeça, palpitações, diminuição do apetite e/ou performance sexual, outras dores no corpo, indigestão, constipação ou diarréia etc.
Alguns estudos mostram que 15% das pessoas com doenças crônicas em geral sofrem de Transtorno Depressivo; outros autores aumentam esse número para quase 60%. De qualquer forma, é bom ter em mente que, embora o Transtorno Depressivo seja muito mais comum em portadores de doenças crônicas, como por exemplo o Lúpus, do que no resto da população, nem todos esses doentes vão sofrer de Depressão obrigatoriamente.
No Lúpus Eritematoso Sistêmico os sintomas da depressão, tais como a apatia, letargia, perda de energia ou interesse, insônia, aumento nas dores, redução do apetite e da performance sexual etc., podem estar sendo atribuídos à própria doença e, com isso, minimizando a importância clínica desse estado afetivo passível de tratamento.
Por causa disso ou, devido à insensibilidade do clínico, a maioria dos casos de depressão no paciente lúpico passa despercebido e sem tratamento, muitas vezes até que a doença atinja estágios bastante avançados, quando a gravidade do problema se torna insuportável para o paciente, correndo risco de levar ao suicídio. Na realidade, muitos estudos indicam que entre 30 e 50% dos casos de depressão não são diagnosticados pelos procedimentos médicos corriqueiros.
Muitos pacientes com Lúpus se recusam a admitir que estejam em um estado depressivo e negam com veemência que estão se sentindo infelizes, intimidados ou deprimidos. Eles pretendem transmitir uma imagem de coragem, determinação ou coisa assim. Nesses casos os pacientes apresentam a depressão "disfarçada" ou atípica. Eles resistem ao reconhecimento pessoal do estresse emocional e da depressão clássica substituindo os sentimentos típicos por vários outros sintomas físicos. Sim, porque sintomas físicos sempre têm um elogioso aval da sociedade.
Contribuindo ainda para não se proceder um tratamento adequado da depressão no paciente com Lúpus, está a noção distorcida de que as pessoas com uma doença crônica "têm razões para se sentirem deprimidos porque estão doentes", como se isso justificasse o não tratamento e o descaso diante do fato. Essa crença interfere no diagnóstico precoce, no tratamento precoce, e no alívio igualmente precoce da depressão.
Entre os vários fatores que contribuem para a depressão numa doença como o Lúpus estão os abalos emocionais causados pelo estresse e tensão associados à lida com a doença, os sacrifícios e esforços necessários aos ajustes que o paciente deve fazer na sua vida e os vários medicamentos usados no tratamento do Lúpus, como por exemplo os corticosteróides.
Também é importante o envolvimento de certos órgãos no Lúpus, como é o caso do cérebro, coração ou rins, que também podem levar a um estado depressivo. Existem ainda muitos outros fatores ainda pouco explicados que podem estar relacionados à depressão do paciente com Lúpus. (fonte: http://gballone.sites.uol.com.br)

Bebês Com Menos de 1 Ano Também Sentem Depressão



A depressão não é exclusiva dos adultos. As crianças podem estar muito tristes, só que frequentemente encontram meios de exprimir sem que tenham necessariamente que chorar.

O choro é sempre a resposta mais saudável à situação de tristeza, pelo que é de ficar alerta se tal não ocorrer. Os psicólogos costumam até referir que o verdadeiro deprimido não chora, ao invés disso encerra-se numa apatia já que não existe sequer energia suficiente para conseguir expressar as emoções

A tristeza pode estar associada a uma situação particular, ou generalizar-se. Algumas vezes resulta da perda de algo ou alguém muito significativo. A morte de um animal de estimação, a perda de um brinquedo, a ausência dos pais, o afastamento de um amigo, são motivos que podem desencadear uma depressão na criança.

A duração da tristeza é que nos permite avaliar a gravidade do problema , sendo que duas semanas é suficiente para que haja um reequilibrio emocional, portanto se a sintomatologia se mantiver para além deste tempo deverá constituir motivo para preocupação.

A primeira crise de angústia - ao 8º mês de vida

Melanie Klein, uma conhecida psicanalista infantil apercebeu-se que todas as crianças passariam por uma fase depressiva, ao perceberem que a mãe tanto constituía uma fonte de prazer e de alimento, como poderia frustrá-las quando não estava imediatamente disponível.

Depois de Melanie Klein, muitos outros autores referiram a existência desta fase, ainda que depois a interpretassem à luz de outras teorias além da psicanalítica. Mas, para chegar à “fase depressiva” é preciso que a criança já se tenha posicionado como pessoa o que pressupõe o estabelecimento de relações com os outros.

Não existe uma idade exata para que tal aconteça, embora seja mais comum depois do 6º mês, antecedendo o surgimento de outro tipo de angústia – a "angústia do 8º mês" ou "angústia do estranho".

O bebê já estabeleceu uma forte ligação com a mãe, o que faz com que se sinta inseguro e até ameaçado, sempre que não está longe delas. Por isso, não é de estranhar que o bebê chore sempre que o queremos agarrar ao colo, no caso de sermos pessoas com quem não está habituado.

Essa é uma atitude perfeitamente normal, sendo de espantar quando uma criança passa de colo para colo sem protestar através do choro.

O segundo tipo de angústia – a angústia de separação

Os três anos marcam habitualmente o momento em que se dá a entrada no infantário. Para muitas crianças, esta é a primeira vez que vão estar longe da família isto é, entregues a desconhecidos.

A depressão pode então surgir sob diversas formas. Assiste-se muitas vezes a uma regressão no desenvolvimento ainda que temporária. Não é invulgar que voltem a usar fraldas e chupetas, tenham pesadelos durante a noite ou roam as unhas.

Quando os vão levar ao infantário choram, gritam e agarram-se às pernas dos pais. Ao longo do dia têm tendência para se isolarem e recusam-se a brincar com os outros meninos da sala.

Pode acontecer, que a criança diga que quer levar para o infantário um objeto que lhe é querido, para que se possa enroscar no objeto desejado ou enrolar a fralda ao dedo, o que não deve ser contrariado.

Em regra, todas estas manifestações tendem a esbater-se progressivamente, até se extinguirem por completo no momento em que a criança se sente segura no Infantário, bem integrada no grupo de coleguinhas e, sobretudo, quando constata que os pais a vão buscar todos os dias e não têm qualquer intenção de a deixar lá abandonada à sua sorte.

“Ninguém gosta de mim!” Numa criança mais velha, a depressão assume outros contornos. Algumas verbalizam a sua angústia de modo direto, afirmando que ninguém gosta dela. Esta queixa é comum entre os 6 e os 12 anos, altura em que já existe consciência da popularidade e a rejeição passa a ser fortemente sentida.

É obvio que depois se forma um círculo vicioso, já que uma criança deprimida tende a isolar-se das outras e o mais certo é que venha também a sentir a rejeição por parte dos outros meninos.

Por este motivo, é importante que os pais se mantenham atentos já que a falta de amigos é um dos sinais que apontam para a existência de uma depressão. Há uma manifesta incapacidade em se divertirem e enquanto os outros jogam futebol animadamente, o deprimido senta-se e brinca sozinho. Raramente são escolhidos para as equipes da escola e é difícil integrar-se num grupo de trabalho.

Podem ter uma aparência triste e chegar ao choro ou, no pólo oposto, apresentarem um comportamento agitado, irrequieto. Sonolência ou dificuldades em dormir, são igualmente sinais de alerta que podem apontar para a existência de uma depressão infantil.

A par de tudo isto, há também as queixas de dores, de cabeça, de barriga, nos músculos, assim como é frequente a perda de apetite. A depressão na criança mais crescida abrange tanto a esfera emocional, como a cognitiva.

Os pensamentos tornam-se muitas vezes ruminantes isto é, funcionam em circulo fechado não havendo meio de os fazer parar. Estes pensamentos impedem-nos de estarem disponíveis para aprender, pelo que o insucesso escolar é frequente.

Podem dizer que gostariam de morrer, mas felizmente poucos são os que chegam a extremos. No entanto, uma criança deprimida tem tendência para sofrer acidentes ou atravessar a rua sem olhar para os lados, porque está envolvida nos seus pensamentos ou porque a vida deixou de lhe dar prazer.

Como ajudar ?

É necessário reter a idéia de que a tristeza e depressão, constitui um apelo, um meio que a criança encontrou para manifestar o seu desconforto interior. No caso de persistirem ou aumentarem com o tempo, ela deverá ser observada por um Psicoterapeuta.

Cabe aos pais e educadores manterem-se atentos a estes sinais e sintomas, para que prestem ajuda ou, em casos mais graves e prolongados, procurem ajuda especializada. Além disso, os pais poderão necessitar de ajuda para compreenderem o que se passa com o seu filho e encontrar estratégias mais eficazes de resolver o problema.

Algumas sugestões:

Não desvalorize a tristeza que o seu filho sente.

As crianças estão no início de um percurso de desenvolvimento pessoal, ao longo do qual irão formar as suas defesas psicológicas. É importante que se fortaleçam internamente, mas também precisam de um apoio de retaguarda para que se sintam seguras e amadas pela família.

Estimule-o a desempenhar atividades em que seja bem sucedido.

O fortalecimento da autoestima é fundamental para a recuperação de uma criança deprimida, portanto há que estar atento a tudo onde se consiga valorizá-lo.

Não o pressione para falar. Espere pelo momento certo.

Abrace-o, beije-o e diga-lhe que percebe a sua tristeza e, acima de tudo, está disposta a ouvir o que se passa quando ele quiser desabafar consigo.

Faça-o sentir que pode contar contigo.

As crianças são sempre muito receptivas ao carinho. Aposte em grandes doses de amor e de carinho, pois será meio caminho andado para que o problema se resolva. Passeie, divirtam-se em conjunto, fale com ele sobre a sua vida e acentue o fato de também já ter passado por momentos difíceis na vida, mas sempre ter conseguido encontrar soluções adaptadas.(www.colegiocooperativo.com.br)

Dengue Hemorrágica: Muitos Desconhecem a Gravidade Desta Doença

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A Dengue é uma virose, ou seja, uma doença causada por vírus. O vírus é transmitido para uma pessoa através da picada da fêmea contaminada do mosquito Aedes Aegypti.

Tipos da doença e sintomas
A doença pode se manifestar de duas formas: a dengue clássica e a dengue hemorrágica. 
Dengue Clássica: os sintomas são mais brandos. A pessoa doente tem febre alta, dores de cabeça, nas costas e na região atrás dos olhos. A febre começa a ceder a partir do quinto dia e os sintomas, a partir do décimo dia. Neste caso, dificilmente acontecem complicações, porém alguns doentes podem apresentar hemorragias leves na boca e nariz. 
Dengue hemorrágica (ocorre quando a pessoa pega a doença por uma segunda vez): neste caso a doença manifesta-se de forma mais grave. Nos primeiros cinco dias os sintomas são semelhantes ao do tipo clássico. Porém, a partir do quinto dia, alguns doentes podem apresentar hemorragias em vários órgãos e choque circulatório. Pode ocorrer também vômitos, tontura, dificuldades de respiração, dores abdominais intensas e contínuas e presença de sangue nas fezes. Não ocorrendo acompanhamento médico e tratamento adequado, o paciente pode falecer. 
No verão essa doença faz uma quantidade maior de vítimas, pois o mosquito transmissor encontra ótimas condições de reprodução. Nesta estação do ano, as altas temperaturas e a grande quantidade de chuvas, aumenta e melhora o habitat ideal para a reprodução do Aedes Aegypti: a água parada. Lata, pneus, vasos de plantas, caixas d’água e outros locais deste tipo são usados para fêmea do inseto depositar seus ovos. Outro fator que faz das grandes cidades locais preferidos deste tipo de mosquito é a grande quantidade de seu principal alimento: o sangue humano. 
Prevenção e Combate à dengue
Como não existem formas de erradicar totalmente o mosquito transmissor, a única forma de combater a doença é eliminar os locais onde a fêmea se reproduz.
Algumas dicas de ações:  
· Não deixar a água se acumular em recipientes como, por exemplo, vasos, calhas, pneus, cacos de vidro, latas etc.
· Manter fechadas as caixas d’água, poços e cisternas
· Não cultivar plantas em vasos com água. Usar terra ou areia nestes casos.
· Tratar as piscinas com cloro e fazendo a limpeza constante. O ideal é deixá-las cobertas ou vazias quando não for usar por um longo período.
· Manter as calhas limpas e desentupidas
· Avisar um agente público de saúde do município caso exista alguma situação onde há o risco de proliferação da doença.  
Tratamento:
Para o caso da dengue clássica, não existe um tratamento específico. Os sintomas são tratados e recomenda-se repouso e alimentação com muitas frutas, legumes e ingestão de líquidos. Os doentes não podem tomar analgésicos ou anti-térmicos com base de ácido acetil-salicílico (Aspirina, AAS, Melhoral, Doril etc.), pois estes favorecem o aparecimento e desenvolvimento de hemorragias no organismo.
Já no caso mais grave da doença, a hemorrágica, deve haver um rigoroso acompanhamento médico em função dos possíveis casos de agravamento com perdas de sangue e choque circulatório.
Curiosidades:
· Você sabia que um ovo de Aedes Aegypti pode sobreviver em ambiente seco por aproximadamente 400 dias. Se neste período ele entrar em contato com água, poderá gerar uma larva e, em seguida, o mosquito.
· A dengue não é transmitida de pessoa para pessoa, nem mesmo através de alimentos ou uso de objetos. (fonte: www.prdu.rei.unicamp.br )

Aborto é crime sim!

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O aborto tem sido nos últimos oito anos um debate acirrado por diversos segmentos da sociedade, incluindo religiosos , movimentos feministas, partidos políticos, e parte de um setor da classe médica. Uns defendem à descriminalização do aborto, outros defendem à prática do aborto como questão de saúde. Há várias correntes em relação ao tema. O que diz a ciência? O segmento, está divido.


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A verdade é que, por ano morrem milhares de mulheres no Brasil vitima da prática do aborto clandestino e vidas inocentes que não pediram para serem concebidas.
O aborto é um crime contra a vida, passivo de punição severa, um ato que deve ser intolerável, porque não há justificativa palatável, e não é uma saída para solução da saúde da mulher. Em vez de propor o aborto, porque não inserir na pauta da discussão, o planejamento familiar, informações de como funciona o corpo da mulher, orientação a adolescência sobre a prática do sexo responsável, o momento ideal para a prática do sexo.
Por que as instituições, a imprensa não fala o que está por trás do aborto, sabemos que , a prática ao aborto envolve várias questões e situações. São jovens que engravidam de maneiras irresponsáveis, são mulheres casadas que têm relação extra-conjugais, são homens casados que se envolvem com outras mulheres que engravidam e forçam essas mulheres a prática do aborto.

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Não podemos tomar decisões sem nos aprofundar na realidade dos fatos. É preciso discutir o assunto com mais responsabilidade e com dados concretos.
A própria imprensa, a mídia, já veiculou reportagens em que mulheres que injetaram remédios abortivos e não obtiveram sucesso, voltaram atrás, deram continuidade a gravidez, tiveram seus filhos, e hoje, declaram-se felizes por terem dado continuidade a gestação.
A sociedade vive num processo de degeneração total, a vida não vale mais nada, os verdadeiros valores foram esquecidos por essa geração, os bons atos e costumes foram deixados na lata do lixo.

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E voltando ao assunto da questão de saúde, algumas pesquisas que foram realizadas, comprovam que mulheres que praticaram o aborto, tiveram certos problemas de saúde , afetaram várias partes do corpo. Muitos médicos já declaram  que, a mulher que pratica o aborto, não será mais a mesma.
A mídia que ocupa o espaço para muitas vezes estimular a prática do aborto, visto que, contraditóriamente, essa mesma mídia, não ocupa espaço para orientar as mulheres, as jovens e adolescentes sobre o sexo ou sobre as práticas mais saudáveis para evitar a gravidez indesejada. Se existem várias maneiras de evitar a gravidez, se existem vários métodos para evitar a gravidez, porque o aborto criminoso?

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Mas, parece que não interessa a mídia falar de métodos contraceptivos, o mais interessante é falar de assuntos que repercuta mais audiência.
E por que, as instituições públicas, ongs, postos de saúde, clínicas e hospitais não fazem campanhas educativas no intuito de prevenir às mães equivocadas? E por que o governo através do ministério da saúde não estimula ao homem fazer a vasectomia?
A solução para evitar a prática do aborto, está na prevenção, na informação, na orientação e na conscientização, tanto dos órgãos de saúde, quanto das pessoas inconsequentes que praticam o aborto, sem demonstração de humanidade.
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